Fashionistando

Onde comer em Amsterdam?

Eu falei aqui que a Holanda se prepara para o turista trazendo para as suas ruas todo o tipo de comida que possa existir. Não faltam restaurantes de nenhuma nacionalidade. Até aí tudo bem, o leitor cético está lá pensando que você pode fazer comida até da Conchichina, o problema é a qualidade. E eu concordo em parte. Existem modificações e questões de qualidade dos produtos que altera tanto uma cozinha internacional que é até pecado chamar o restaurante do nome do país de origem, tipo, comida japonesa só que não. Em Belo Horizonte eu tenho ainda uma crítica maior, são os restaurantes japoneses, com chinês, massas e um churrasquinho. CORRA!

  • por em 16 de abril de 2012

Eu falei aqui que a Holanda se prepara para o turista trazendo para as suas ruas todo o tipo de comida que possa existir. Não faltam restaurantes de nenhuma nacionalidade. Até aí tudo bem, o leitor cético está lá pensando que você pode fazer comida até da Conchichina, o problema é a qualidade. E eu concordo em parte. Existem modificações e questões de qualidade dos produtos que altera tanto uma cozinha internacional que é até pecado chamar o restaurante do nome do país de origem, tipo, comida japonesa só que não. Em Belo Horizonte eu tenho ainda uma crítica maior, são os restaurantes japoneses, com chinês, massas e um churrasquinho. CORRA!

Ok leitor, vou voltar ao assunto… então estávamos ali pensando onde íamos quando o Carne Argentina nos chamou a atenção. Existia um camarada simpático na porta que convidava os clientes para uma de suas mesas. Olhamos aquilo com desconfiança, estudamos o cardápio e resolvemos dar mais um rolé. Tenho um pouco de cisma com essa coisa de pesca-cliente, pois quem precisa pescar não tem muito a mostrar. Mas a simpatia do rapaz tinha nos convencido que pelos preços módicos era ali mesmo que iríamos.

Entramos com desconfiança, arrumamos uma mesinha junto ao sofázinho, tudo muito simples, mas lindo. As florzinhas eram naturais e uma luz vermelha aconchegante nos convidava para o cardápio. Havia muita coisa sedutora, porém uma promoção do dia foi a pedida. Três carnes: porco, boi e frango, com fritas e salada. Perfeito! Só precisávamos de um prato desses, uma taça de vinho e uma coca! Coca? Perguntou o garçom um tanto incrédulo e constrangido. Seu riso nervoso não disfarçava nossa mancada, Laís estava pedindo cocaína ao dizer Coca ao invés de Coke. Desfizemos o mal entendido, mas ele ainda ficou explicando que não comprássemos cocaína dos traficantes que ficavam na Red Light District oferecendo coca, pois havia muito mistura. Insistimos que não usávamos drogas, mas…

Veio o prato e eu pensava, cara… carne abaixo do nível do mar, onde estão esses bois? E sim, os bois da Holanda massacram os nossos bois… Que carninha deliciosa! E o frango? Perfeito! E para fechar uma costelinha com um molho picante fenomenal! Querem que eu fale da batata que acompanhava? Só os lembro que estávamos na terra da batata. Então fecha a conta que estava delicioso!

A garçonete falava e entendia português, apesar de ser da Indonésia, se não me engano. Havia brasileiros entre os funcionários e o dono, claro, era um argentino que entende do que serve. Nota 10! E a conta? Baratinha! Uns 30 euros os dois, com taça de vinho e carnes. Satisfez e alegrou!

Onde fica o Carne Argentina?
Damstraat 21, 1012
Tel.: 31 20 422 0116

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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