Fashionistando

Eu não sou todo mundo

Somos autênticas sim, exigentes talvez, cheias de manias… um pouco. Porém, acima de tudo, somos mulheres, seres sensíveis, que gostam de dar e receber carinho, de boas risadas, de aconchego e cafuné

Ontem fui ao cinema sozinha. Não que isso me incomode. Mas, às vezes, faz falta alguém para comentar quando o Jamie Foxx aparece nu – e que nu! E então começaram os meus devaneios. Queria ser Angelina, porém, sempre fui Jennifer nessa grande brincadeira chamada relacionamento. E sempre tem aquela tia que pergunta “e os namoradinhos?”. Dá vontade de responder “e os remedinhos controlados, tia?”. No entanto, devo confessar: a diferença entre a minha vida amorosa e o Canal do Boi é que o Canal do Boi está ganhando de dez a zero no quesito interesse.

Terminei um namoro longo há pouco tempo e, agora, para retomar a vida afetiva, tenho um pouco de dificuldade. Não sei vocês, mas para mim a história é sempre a mesma. Dos mesmos criadores de “Eu te amo” e “Você é tudo para mim“, estreia agora “não é você, sou eu”. Eu acho que minha vida tá assim por causa das correntes que eu não repassei no Orkut, só pode.  Vi por esses dias na internet que a mulher começa a declinar aos 30 e que, nessa idade, é um ser totalmente previsível, cheia de manias e exigente. A minha pouca experiência no assunto diz que não é bem assim. A nossa exigência talvez venha com a idade. Já não queremos só um rostinho bonito que nos acompanhe em festas para fazer as meninas morrerem de inveja. Não ligamos pra barriga de tanquinho, careca, altura ou seja lá o que for no quesito beleza. Aliás, a verdade é que nada disso atrapalha.

Poucas coisas na vida costumam me atrair mais do que a inteligência. E ouso dizer que quem a tem, possui também um senso de humor aflorado – geralmente os bem dotados de inteligência não levam nada muito a sério e sabem enxergar o lado positivo mesmo nas chatices do dia a dia. Assim, temos a inteligência somada ao senso de humor que, com uma pitadinha de malícia, arrebatam mulheres e fazem um homem se destacar na multidão.

Descobri uma maneira ótima pra saber se algum cara serve pra mim: se ele se interessar por mim, não serve. Eu gosto de ser surpreendida (meu último namoro, por exemplo, foi lindo até ele descobrir que estavamos namorando). E isso só acontece quando a gente se depara com alguém mais esperto do que nós. Homem que baba demais, sem chance. Os que bajulam e não convencem, também. Dos cafajestes não passaremos nem perto! Os demasiadamente (ou precipitadamente) românticos têm grande chance de morrer na praia, porque acaba o desafio. Os posudos e pretensiosos não duram mais do que uma noite. Restam, então, os inteligentes. E se eles forem engraçados, ganharão ainda mais pontos comigo.

As mulheres do nosso século não querem mais ter filho aos 20 anos (ainda que muitas tenham até antes disso). Queremos nosso espaço no mercado de trabalho, nossa independência financeira e emocional para, a partir daí, nos “aliarmos” a alguém, rumo a um relacionamento que possa ser construtivo para ambas as partes.

Somos autênticas sim, exigentes talvez, cheias de manias… um pouco. Porém, acima de tudo, somos mulheres, seres sensíveis, que gostam de dar e receber carinho, de boas risadas, de aconchego e cafuné. E também de comentar que o Jamie Foxx estava num físico perfeito no filme, mas que nem se compara ao do amado, porque acima de tudo, somos sinceras!

Crédito foto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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