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Tatuadoras: a aquarela de Camilla Campos

”Saudade de tatuar, né minha filha?”. Se esse meme te representa, pode ter certeza que não está sozinho nessa. Com a quarentena, muita gente precisou adiar o desejo de fazer uma nova tatuagem. Mas para os fãs desse tipo de arte, o período pode ser usado para pesquisar referências de desenhos e conhecer novos artistas.

Dando continuidade à série “Tatuadoras“, vamos apresentar a vocês mais uma artista mineira. Com 15 anos de experiência, as primeiras aulas que Camilla Campos teve foram em vídeos de fita cassete. Dá para imaginar isso? Dê lá para cá, foram vários aperfeiçoamentos até chegar no padrão que tem hoje.

Tatuadoras: A arte autoral de Gizele Goes

Quando o assunto é seu estilo, Camilla diz que demorou a se encaixar em um específico. “Na realidade, hoje a tatuagem é algo muito mais artístico e essa definição de estilo caiu um pouco por terra. Atualmente, faço muita botânica, usando um pouco do acabamento visual da aquarela e um pouco de linha. Estou numa fase de transição e estudo e ainda sem definir o que está por vir”, explica.

Camilla se diz inspirada especialmente por elementos da natureza e artistas que mesclam técnicas. Mas suas inspirações são bem amplas e incluem ainda temas ligados à arte no geral, como pintura, literatura e cinema.

Tatuadoras: O trabalho de Sarah Azalini

Embora não seja todo tatuador que realize coberturas, Camilla vê essa missão como um grande desafio que gosta de encarar: “É desafiador, mas ver a satisfação de cada cliente ao resolver o problema ao final do trabalho é muito gratificante!”.

Sobre preferências de desenhos na hora de criar, a artista destaca tatuagens que representam histórias: “É muito bacana ver gente que nunca imaginava ter uma tatuagem querer marcar a pele com histórias e homenagens”.

Já quando o assunto são trabalhos que estão entre os seus preferidos, Camilla se esquiva: “É muito complicado responder isso! Tem desenho bem elaborado tecnicamente, que me cobra conhecimento técnico e dá orgulho de ver cicatrizado. Por outro lado, há também desenho minimalista que tem toda uma história por detrás e dá orgulho ser a pessoa que materializou essa história”.

Essa jornalista que vos escreve pode dar um depoimento pessoal. Eu escolhi a Camilla para fazer a minha tatuagem mais significativa: a data de casamento dos meus pais. O trabalho estilizado e com traços finos ficou perfeito e, sem dúvidas, está entre as minhas preferidas que marcam a minha pele. Super indico o trabalho dela!

Orçamentos e marcações

Para quem se interessou pelo trabalho da artista e deseja marcar uma tatuagem para quando a fase de isolamento social passar, ela explica que é necessário aguardar a data que abra a agenda para primeiro contato. “Sempre aviso com antecedência no meu Instagram e, assim, a pessoa pode enviar o projeto e solicitar o orçamento. Essa foi a maneira mais organizada que consegui pra atender às pessoas que querem tatuar comigo. Se o orçamento é aprovado, damos sequência ao atendimento”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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